Um campo de linguagem, escuta, estudo, corpo, encontro e imaginação para recuperar o direito de ler a própria vida.
1. Lugar que serve de refúgio, abrigo ou proteção; esconderijo seguro contra perigo ou ameaças.
2. Fig. Lugar de acolhimento, conforto e segurança; espaço onde alguém se sente protegido ou pertence.
Ex.: A guarida é onde uma mulher em travessia encontra repertório, escuta e borda para pensar sem entregar a própria voz.
Eu quero pertencer a um lugar contracolonial. O problema é que talvez ele ainda não exista.
Mirella LucchesiA Guarida quer provocar sem colonizar. Até uma palavra bonita pode virar violência quando passa a funcionar como régua para a vida de outra mulher.
Abrir autoras, tradições, histórias e outros modos de lidar com corpo, tempo, terra, trabalho, dinheiro e comunidade.
Apresentar não é empurrar conclusão.
Ficar ao lado enquanto a pergunta arde. Reconhecer medo, lentidão e dor sem tomar a decisão pela outra.
Cuidado não pode virar governo da vida.
Devolver à mulher a possibilidade de dizer: eu posso pensar isso a partir da minha vida.
Ninguém está mais autorizada a viver aquela vida do que ela mesma.
A rede social abre a conversa. O site precisa oferecer portas claras: uma carta para chegar perto, um caderno para escrever, uma escuta para pensar junto e encontros para sustentar a travessia.
Um caderno com cartas, repertórios e perguntas para escrever à mão o que ainda não cabe em voz alta. Não é planner, não é método fechado.
Uma manhã em roda: escrita, conversa, corpo e café. Três horas para nomear o que já não cabe e abrir pequenas hipóteses de futuro.
Vagas limitadas · com política de bolsas.
Uma conversa para mulheres em beco de linguagem: quando a vida já não cabe, mas a próxima forma ainda não apareceu.
Não é terapia, mentoria ou conselho. É escuta, pergunta e repertório.
Conversas com a sua escola, equipe, rede de mulheres ou evento sobre cansaço feminino, cuidado político, autoridade, pertencimento e o trabalho invisível de segurar pessoas. Também para criadoras e educadoras que conduzem grupos e não querem reproduzir a lógica do guru.
Online ou presencial · tema sob medida.
A Guarida se sustenta com muitas mãos. Se ela te faz bem, você pode fazer um apoio pontual ou recorrente para manter vivo um campo de cuidado, linguagem e imaginação política.
Nada de newsletter cheia de dicas. São cartas: uma cena da vida real, um texto, uma pergunta para levar no caderno e, quando faz sentido, um convite para chegar mais perto.
Uma pergunta, no seu tempo. No fim, você não recebe um rótulo nem uma resposta bonita — recebe uma linguagem provisória para pensar.
Escolha a frase que mais se parece com você. No fim, em vez de um diagnóstico, chega uma carta — companhia para pensar a passagem em que você está.
Frases deixadas por mulheres que estão atravessando. Anônimo e curado. Um caderno aberto para aquilo que ainda está procurando voz, sem transformar dor em prova.
Eu não queria uma líder. Eu queria um lugar.
Hoje chorei no carro antes de entrar em casa. De novo.
Continuo dando conta de tudo, mas faz tempo que não me pergunto como eu estou.
Minha vida nova talvez comece pequena: uma página, uma caminhada.
Até uma palavra bonita pode virar régua quando alguém usa para medir a vida da outra.
Foram quase vinte anos dando aula, conduzindo turmas, segurando a sala — e segurando muita coisa fora dela. Depois de atravessar burnout, luto e ruptura de sentido, a pergunta deixou de ser como voltar a funcionar.
A pergunta virou outra: que vida ainda é possível quando uma mulher recupera o direito de conversar com o mundo? A Guarida nasce daí: não como oráculo, mas como um território onde textos, histórias, corpo e experiência se encontram sem virar régua universal.
Memória de sala, corpo e palavra: presença antes de qualquer fórmula.
Cadernos públicos sobre travessia, poder, cuidado, pertencimento e a vida que ainda não existe.
Cadernos sobre exaustão, linguagem e o momento em que funcionar já não basta.
Ler a carta →Uma investigação sobre autoridade, pertencimento e a fome de encontrar alguém que saiba por nós.
Em escrita →Uma carta sobre cuidado, dependência, medo de precisar e a diferença entre sustentação e captura.
Em escrita →