Caderno · terra · mar · corpo · passagem

Território de passagem para mulheres entre uma vida que não cabe mais e uma vida que ainda não existe.

Um campo de linguagem, escuta, estudo, corpo, encontro e imaginação para recuperar o direito de ler a própria vida.

Guarida
[gua·ri·da]  s.f.

1. Lugar que serve de refúgio, abrigo ou proteção; esconderijo seguro contra perigo ou ameaças.

2. Fig. Lugar de acolhimento, conforto e segurança; espaço onde alguém se sente protegido ou pertence.

Ex.: A guarida é onde uma mulher em travessia encontra repertório, escuta e borda para pensar sem entregar a própria voz.

Eu quero pertencer a um lugar contracolonial. O problema é que talvez ele ainda não exista.

Mirella Lucchesi
Borda ética

Nenhuma beleza justifica captura.

A Guarida quer provocar sem colonizar. Até uma palavra bonita pode virar violência quando passa a funcionar como régua para a vida de outra mulher.

01

Apresentar o mundo

Repertório, não gabarito

Abrir autoras, tradições, histórias e outros modos de lidar com corpo, tempo, terra, trabalho, dinheiro e comunidade.

Apresentar não é empurrar conclusão.

02

Sustentar a experiência

Presença, não controle

Ficar ao lado enquanto a pergunta arde. Reconhecer medo, lentidão e dor sem tomar a decisão pela outra.

Cuidado não pode virar governo da vida.

03

Autorizar o sujeito

Vida própria, voz própria

Devolver à mulher a possibilidade de dizer: eu posso pensar isso a partir da minha vida.

Ninguém está mais autorizada a viver aquela vida do que ela mesma.

Convites e Passagens

A rede social abre a conversa. O site precisa oferecer portas claras: uma carta para chegar perto, um caderno para escrever, uma escuta para pensar junto e encontros para sustentar a travessia.

Destaque

Caderno da Passagem

Caderno de escrita

Um caderno com cartas, repertórios e perguntas para escrever à mão o que ainda não cabe em voz alta. Não é planner, não é método fechado.

Uma Manhã da Guarida

Em roda · 3 horas

Uma manhã em roda: escrita, conversa, corpo e café. Três horas para nomear o que já não cabe e abrir pequenas hipóteses de futuro.

Vagas limitadas · com política de bolsas.

Peça o convite

Escuta de Repertório

Conversa individual

Uma conversa para mulheres em beco de linguagem: quando a vida já não cabe, mas a próxima forma ainda não apareceu.

Não é terapia, mentoria ou conselho. É escuta, pergunta e repertório.

Pedir um horário

Palestras e Laboratórios

Para escolas, equipes, criadoras e eventos

Conversas com a sua escola, equipe, rede de mulheres ou evento sobre cansaço feminino, cuidado político, autoridade, pertencimento e o trabalho invisível de segurar pessoas. Também para criadoras e educadoras que conduzem grupos e não querem reproduzir a lógica do guru.

Online ou presencial · tema sob medida.

Convidar Mirella

Sustente a Guarida

A Guarida se sustenta com muitas mãos. Se ela te faz bem, você pode fazer um apoio pontual ou recorrente para manter vivo um campo de cuidado, linguagem e imaginação política.

Correspondências da Guarida

Cartas para pensar sem entregar a própria pergunta.

Nada de newsletter cheia de dicas. São cartas: uma cena da vida real, um texto, uma pergunta para levar no caderno e, quando faz sentido, um convite para chegar mais perto.

Bússola da Passagem

Uma pergunta, no seu tempo. No fim, você não recebe um rótulo nem uma resposta bonita — recebe uma linguagem provisória para pensar.

Onde você sente que está agora?
Seu retorno

Você não recebe um rótulo.

Escolha a frase que mais se parece com você. No fim, em vez de um diagnóstico, chega uma carta — companhia para pensar a passagem em que você está.

Mural das passagens

Às vezes a sua pergunta já apareceu em outra boca.

Frases deixadas por mulheres que estão atravessando. Anônimo e curado. Um caderno aberto para aquilo que ainda está procurando voz, sem transformar dor em prova.

Eu não queria uma líder. Eu queria um lugar.

— R., 44

Hoje chorei no carro antes de entrar em casa. De novo.

— anônima

Continuo dando conta de tudo, mas faz tempo que não me pergunto como eu estou.

— Ana, 51

Minha vida nova talvez comece pequena: uma página, uma caminhada.

— J., 39

Até uma palavra bonita pode virar régua quando alguém usa para medir a vida da outra.

— anônima

Mirella Lucchesi

Intelectual-anfitriã, guardiã de borda e mulher pensando em público.

Foram quase vinte anos dando aula, conduzindo turmas, segurando a sala — e segurando muita coisa fora dela. Depois de atravessar burnout, luto e ruptura de sentido, a pergunta deixou de ser como voltar a funcionar.

A pergunta virou outra: que vida ainda é possível quando uma mulher recupera o direito de conversar com o mundo? A Guarida nasce daí: não como oráculo, mas como um território onde textos, histórias, corpo e experiência se encontram sem virar régua universal.

Memória de sala, corpo e palavra: presença antes de qualquer fórmula.

Pensar em voz alta sem virar oráculo.

Cadernos públicos sobre travessia, poder, cuidado, pertencimento e a vida que ainda não existe.

Entre a vida que acabou e a que ainda não existe

Cadernos sobre exaustão, linguagem e o momento em que funcionar já não basta.

Ler a carta →

Quem nos ensinou que a verdade está sempre no outro?

Uma investigação sobre autoridade, pertencimento e a fome de encontrar alguém que saiba por nós.

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Aprendemos que pedir ajuda cria dívida?

Uma carta sobre cuidado, dependência, medo de precisar e a diferença entre sustentação e captura.

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